
Konklawe Papieza Franciszka – Leão XIV Eleito em Dois Dias
O conclave de 2025 selou a escolha do 267.º pontifício da Igreja Católica após a morte do Papa Francisco em 21 de abril daquele ano. Na Capela Sistina, entre 7 e 8 de maio, 133 cardeais elegeram Robert Francis Prevost, que adotou o nome Leão XIV. O processo revelou a crescente diversidade geográfica do Colégio Cardinalício e encerrou em dois dias, no quarto escrutínio.
A eleição pôs fim ao período de sede vacante iniciado com o falecimento de Francisco. Durante pouco mais de duas semanas, congregações gerais reuniram os prelados para discutir questões teológicas e administrativas antes da abertura oficial dos trabalhos conclaves. O Vaticano definiu 7 de maio como data de início, conforme estabelecido pelo Motu proprio de Bento XVI de 2013.
Este foi o terceiro conclave do milênio, seguindo os de 2005 e 2013. A novidade desta edição residiu na configuração do corpo eleitoral: pela primeira vez na história, mais da metade dos cardeais eleitores vinha de nações da África, Ásia e América Latina, regiões onde se concentra a maioria dos católicos mundiais.
Como funcionará o conclave de 2025?
O conclave de 2025 seguiu procedimentos estabelecidos pela Constituição Apostólica Universi Dominici Gregis, promulgada por João Paulo II em 1996. As regras determinam quatro votações diárias — duas pela manhã e duas à tarde — sendo necessária uma maioria de dois terços dos votos para eleger o novo pontifício.
Após a 33.ª votação sem resultado decisivo, o regulamento prevê uma pausa e a realização de um segundo turno entre os dois candidatos mais votados. Essa disposição visa garantir que a eleição prossiga mesmo em caso de impasse prolongado.
O início oficial ocorreu em 7 de maio, após a missa pro eligendo Pontifice celebrada às 10h (horário da Europa Central) na Basílica de São Pedro, sob a presidência do cardeal Giovanni Battista Re. Em seguida, os purpurados seguiram em procissão até a Capela Sistina, onde recitaram o hino Veni Creator Spiritus e prestaram juramento de sigilo antes do fechamento da capela.
A fórmula “Extra omnes” marca o momento em que todas as pessoas não autorizadas deixam a Capela Sistina. A partir de então, nenhum cardeal pode se comunicar com o exterior até a conclusão do processo eletivo. O corpo de apoio — sacristãos, médicos e outros funcionários — também jurou segredo em 5 de maio, antes do início oficial.
- Quatro votações diárias, sendo duas pela manhã e duas à tarde
- Maioria absoluta de dois terços dos votos exigida
- Sistema de segundo turno após 33.ª votação sem decisão
- Isolamento total dos cardeais durante o conclave
- Sigilo absoluto sobre todas as deliberações e votações
A votação ocorreu na Capela Sistina, enquanto os cardeais ficaram hospedados na Casa Santa Marta (Domus Sanctae Marthae), complexo construído por João Paulo II e adotado por Francisco para abrigar os purpurados durante o conclave. Essa mudança, implementada pelo pontifício argentino, substituiu a tradição de dormir na Capela Sistina.
Dados essenciais do conclave de 2025
| Informação | Detalhes |
|---|---|
| Data de início | 7 de maio de 2025 |
| Data de conclusão | 8 de maio de 2025 |
| Cardeais participantes | 133 |
| Países representados | 70 |
| Votação decisiva | Quarto escrutínio |
| Pontifício eleito | Leão XIV (Robert Francis Prevost) |
Quem são os candidatos e quais são os resultados do conclave de 2025?
O cardeal Robert Francis Prevost foi eleito no quarto escrutínio em 8 de maio de 2025, adotando o nome Leão XIV. Americano de origem, Prevost trouxe para o pontificado uma trajetória vinculada à Ordem dos Agostinianos Recoletos e uma experiência significativa na Cúria Romana como prefeito da Congregação para os Bispos.
Durante as deliberações prévias, diferentes perfis foram debatidos entre os cardeais. Alguns observadores especulavam sobre a possibilidade de escolha de um pontifício mais velho, à maneira de Bento XVI em 2005, o que permitiria uma transição gradual. Outros apostavam em um nome não europeu, considerando a crescente diversidade do Colégio Cardinalício e a distribuição geográfica dos fiéis católicos.
Dos 133 cardeais eleitores, 108 foram nomeados pelo próprio Francisco ao longo de dez consistórios. Essa maioria expressiva sugeria, para alguns analistas, uma possível continuidade do perfil pastoral e reformista do pontificado anterior.
O resultado no quarto escrutínio indicou uma convergência relativamente rápida, considerando a diversidade de origens geográficas presentes no conclave. O americano Prevost obteve a maioria qualificada necessária, pondo fim a dois dias de votações na Capela Sistina. O anúncio oficial ao mundo ocorreu através da fumaça branca e do tradicional sino da basílica.
Favoritos mencionados antes da eleição
Antes do início do conclave, diversos nomes figuravam nas especulações da mídia especializada. O cardeal Pietro Parolin, italiano e Secretário de Estado do Vaticano, era frequentemente citado pela sua proximidade com as estruturas curiais. O cardeal Luis Antonio Tagle, das Filipinas, representava a presença asiática no universo eleitoral.
Entre os africanos mencionavam-se o cardeal Protas Rugambwa, presidente do Tribunal da Signatura Apostólica. O brasileiro Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo, também apareceu em várias listas de possibilidades, assim como o francês Jean-Pierre Ricard, antigo presidente da Conferência Episcopal da França.
A vitória coube, no entanto, a Robert Francis Prevost, cujo nome não figurava entre os mais comentados nas semanas anteriores ao conclave. Essa escolha demonstrou, segundo analistas, a capacidade de decisão autônoma dos cardeais, não condicionada pelas previsões midiáticas.
Quantos cardeais participaram do conclave de 2025?
O conclave de 2025 contou com 133 cardeais eleitores, apesar de 135 purpurados terem sido considerados elegíveis inicialmente. Duas ausências foram registradas: Antonio Cañizares Llovera e John Njue não puderam participar por razões de saúde. Giovanni Angelo Becciu, por sua vez, não votou em função de uma renúncia imposta pelo próprio Francisco.
Dos 133 participantes, 108 foram criados cardeal pelo papa falecido, o que representava uma clara maioria dentro do corpo eleitoral. Bento XVI havia nomeado entre 20 e 22 purpurados, enquanto João Paulo II foi responsável por cinco nomeações. Essa disparidade numérica influenciou as análises sobre possíveis rumos do próximo pontificado.
Os 133 cardeais vieram de 70 países, abrangendo todos os continentes. A Europa (exceto Itália) enviou 35 purpurados, seguida pela Ásia com 23, a América do Norte e Central com 20, enquanto África, América do Sul e Itália contribuíram com 17 cada. A Oceania esteve representada por quatro cardeais.
Os países com maior número de eleitores foram Itália (17), Estados Unidos (10), Brasil (7), França (5), e Argentina, Canadá, Espanha, Índia, Polônia e Portugal com quatro cada. Somente esses dez países concentraram 63 cardeais, ou seja, 47% do total de votantes.
Comparação com a composição de 2013
Em 2013, o conclave reuniu entre 115 e 117 cardeais eleitores provenientes de 49 países. A edição de 2025 representou, portanto, um aumento expressivo tanto no número de participantes quanto na diversidade de origens nacionais. Passou-se de menos de metade para 70 nações representadas.
A proporção de cardeais vindos de África, Ásia e América Latina — regiões que concentram a maioria dos católicos — subiu para 52%, segundo dados compilados pela Agência Ecclesia. Em 2013, esse percentual era significativamente menor, evidenciando a transformação gradual do perfil do Colégio Cardinalício sob os governos de Bento XVI e Francisco.
Os dez consistórios realizados por Francisco entre 2014 e 2025 criaram 163 cardeais, dos quais muitos chegaram à idade de eleitor ao longo do último ano. Essa expansão explica em parte a maior representatividade das chamadas periferias geográficas no conclave mais recente.
Como o conclave de 2025 se compara aos anteriores?
O conclave de 2013, que elegeu Francisco, durou apenas cinco votações — uma das mais rápidas da história recente. Naquela ocasião, 115 a 117 cardeais de 49 países convergiram para o nome do argentino Jorge Mario Bergoglio já na primeira sessão de votações da manhã de 13 de março.
O conclave de 2005, que escolheu Bento XVI, exigiu mais tempo. Joseph Ratzinger foi eleito após diversas votações, em um processo que também mobilizou cardeais de diferentes continentes. A comparação entre os três conclaves do milênio revela uma tendência clara: a gradual internacionalização do corpo eleitoral.
- 2005: Joseph Ratzinger (Bento XVI), após várias votações
- 2013: Jorge Mario Bergoglio (Francisco), cinco votações
- 2025: Robert Francis Prevost (Leão XIV), quatro votações
Em termos de diversidade geográfica, 2013 marcou uma ruptura com séculos de predomínio europeu. Francisco representou, собой, a primeira vez que um pontifício veio da América Latina. O conclave de 2025 consolidou essa tendência ao eleger um papa americano, aumentando ainda mais a representação não europeia entre os últimos três pontífices.
A duração do conclave de 2025 — dois dias — aproximou-se da rapidez de 2013, contrastando com procedimentos mais longos registrados em épocas anteriores. Essa agilidade pode refletir um consenso prévio entre os cardeais ou simplesmente a capacidade de convergência em torno de Prevost no quarto escrutínio.
Diferenças na estrutura do Colégio Cardinalício
Entre 2013 e 2025, o número total de cardeais no mundo aumentou de aproximadamente 220 para 252, segundo dados do Colégio Cardinalício. No entanto, apenas os menores de 80 anos podem votar, o que garante uma renovação periódica do corpo eleitoral.
A média de idade dos cardeais eleitores também sofreu variações ao longo dos anos. Francisco tendeu a nomear prelados mais jovens e provenientes de regiões historicamente sub-representadas na Cúria Romana, o que contribuiu para transformar a fisionomia do conclave ao longo de seus doze anos de pontificado.
Cronologia dos principais eventos
- 21 de abril de 2025: Morte do Papa Francisco na Casa Santa Marta, aos 88 anos
- 22 de abril a 4 de maio: Congregações gerais diárias, presididas pelo cardeal Pietro Parolin
- 28 de abril: Quinta Congregação Geral define a data de início do conclave para 7 de maio
- 5 de maio: Pessoal de apoio jura sigilo; todos os 133 cardeais chegam a Roma
- 7 de maio, 10h (CEST): Missa pro eligendo Pontifice na Basilica de São Pedro
- 7 de maio: Abertura oficial do conclave, primeira sessão de votações
- 8 de maio: Quarto escrutínio resulta na eleição de Robert Francis Prevost como Leão XIV
O que já foi confirmado e o que permanece incerto
Diversos aspectos do conclave de 2025 foram verificados através de múltiplas fontes oficiais. A data de início (7 de maio) foi definida na Congregação Geral de 28 de abril, com aproximadamente 180 cardeais presentes. O número de participantes (133) foi confirmado pelo Vaticano através de comunicado específico.
A morte de Francisco, o período de sede vacante, a realização das congregações gerais e a eleição de Leão XIV no quarto escrutínio constituem fatos documentados e amplamente reportados. As datas de início e término do conclave também são amplamente aceitas.
| Confirmado | Incerto |
|---|---|
| Data de início: 7 de maio | Detalhes das discussões internas |
| Data de término: 8 de maio | Distribuição exata dos votos |
| 133 cardeais eleitores | Nomes dos principais candidatos no quarto escrutínio |
| Robert Francis Prevost como Leão XIV | Negciações que levaram ao consenso |
| 70 países representados | Reações de cardeais específicos ao resultado |
Contexto histórico e significado do conclave
O conclave de 2025 representou a continuidade de um processo que se repete há séculos na Igreja Católica. Desde 1978, quando três pontífices faleceram em curto espaço de tempo, a escolha do papa tem seguido procedimentos estáveis, regulamentados por constituições apostólicas atualizadas periodicamente.
Francisco implementou mudanças significativas no funcionamento do conclave e na composição do Colégio Cardinalício. A decisão de alojar os cardeais na Casa Santa Marta, em vez da Capela Sistina, visava proporcionar melhores condições de descanso e convivência durante as deliberações. A internacionalização progressiva do corpo eleitoral também reflete sua visão de uma Igreja menos centrada na Europa.
O resultado do conclave de 2025 demonstrou que, apesar das especulações prévias, os cardeais possuem autonomia para escolhas que nem sempre coincidem com as previsões midiáticas. A eleição de um americano como Leão XIV abriu um novo capítulo na história do papado, que durante séculos teve predomínio europeu.
Fontes e referências utilizadas
As informações deste artigo foram compiladas a partir de fontes diversas, incluindo a Wikipedia em português, que documentou o conclave de 2025 com atualizações frequentes. A Agência Ecclesia publicou análises detalhadas sobre a composição do corpo eleitoral e a representação geográfica dos cardeais.
Os cardeais definiram o início do conclave para 7 de maio, conforme estabelecido pelo Motu proprio de Bento XVI de 2013. A decisão foi tomada na quinta Congregação Geral, com cerca de 180 cardeais presentes.
— Vatican News, 28 de abril de 2025
A Agência Brasil confirmou que todos os 133 cardeais eleitores chegaram a Roma até 5 de maio de 2025. O Vatican News ainda forneceu detalhes sobre os procedimentos de votação estabelecidos pela Constituição Universi Dominici Gregis, promulgada por João Paulo II em 1996.
Dos 133 cardeais eleitores, 108 foram nomeados por Francisco, 20 por Bento XVI e 5 por João Paulo II, evidenciando a maioria clara do pontifice falecido no corpo eleitoral.
— Agência Ecclesia, análise do conclave
Síntese: o que saber sobre o conclave de 2025
O conclave de 2025 selou a transição do pontificado de Francisco para o de Leão XIV, demonstrando a capacidade de adaptação da Igreja Católica às realidades contemporâneas. Com 133 cardeais vindos de 70 países, o processo eleitoral refletiu a diversidade global do catolicismo atual, com mais da metade dos fiéis concentrados em África, Ásia e América Latina. Para mais informações sobre outros eventos relacionados ao calendário e cultura, consulte Święta 2025 – Mudanças no Calendário de Feriados da Polônia.
Quanto tempo durou o conclave de 2025?
O conclave de 2025 durou dois dias, iniciando em 7 de maio e concluindo com a eleição de Leão XIV em 8 de maio de 2025.
Quantos cardeais participaram do conclave de 2025?
Participaram 133 cardeais eleitores, apesar de 135 serem elegíveis inicialmente. Dois não puderam comparecer por razões de saúde.
Onde se realizou o conclave de 2025?
As votações ocorreram na Capela Sistina, enquanto os cardeais ficaram hospedados na Casa Santa Marta (Domus Sanctae Marthae), no Vaticano.
Quem foi eleito papa no conclave de 2025?
O cardeal Robert Francis Prevost, americano, foi eleito no quarto escrutínio e escolheu o nome Leão XIV.
Como se escolhe um novo papa?
Os cardeais elegíveis votam em sessões secretas na Capela Sistina. É necessária maioria de dois terços dos votos para eleger o pontifice.
Quantas votações foram necessárias para eleger Leão XIV?
Robert Francis Prevost foi eleito no quarto escrutínio, realizado na manhã de 8 de maio de 2025.
Quando morreu o Papa Francisco?
Francisco faleceu em 21 de abril de 2025, aos 88 anos, na Casa Santa Marta, iniciando o período de sede vacante.
Quantos países foram representados no conclave de 2025?
Os 133 cardeais vieram de 70 países, abrangendo todas as regiões do mundo, um aumento significativo comparado aos 49 países de 2013.